Vacinação contra a Gripe (H1N1) – São Paulo

Vacina

Oi amigas….

    Será iniciada nesta segunda-feira (11) a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que imunizará o público-alvo formado por gestantes, idosos com mais de 60 anos, e crianças com idade entre seis meses e cinco anos, além da população indígena e profissionais da saúde. A vacinação acontecerá em 451 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) espalhadas por todas as regiões da cidade, das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira.

    Por conta do aumento de casos da Influenza A H1N1, pela primeira vez 87 unidades da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) integradas a UBSs desde 2013 também farão vacinação aos sábados, das 7h às 19h.

    “Quando você faz vacinação para a toda a população, os mais vulneráveis, quem mais precisa acaba não sendo os primeiros vacinados, porque eles não podem chegar as 4 horas da manhã em uma clínica e marcar lugar. Uma pessoa com deficiência ou gestante não pode enfrentar uma fila. A Organização Mundial da Saúde recomenda que você direcione a campanha de vacinação em primeiro lugar para o público-alvo, porque esse precisa ser vacinado o mais rápido possível e estar mais protegido antes de começar o aumento da transmissão”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha.

    Das 17 mortes, 14 apresentavam comorbidades, ou seja, outras doenças, reforçando a necessidade de vacinar os mais vulneráveis. “Nem todo o resfriado é H1N1 e nem vai desenvolver uma gripe grave. A grande maioria dos casos de resfriado e síndromes gripais, a melhor opção é ficar em casa e não ir para locais de concentração de pessoas. É se hidratar adequadamente, se alimentar, descansar e observar se tem febre constante por mais de dois ou três dias, que é um sinal de alerta para procurar o serviço de saúde. Se tem alguém preocupado com H1N1, a pior coisa é ir para lugar de aglomeração, ir para unidade de saúde ou clínica particular atrás de vacina, porque você não está com H1N1 e pode ficar com a doença”, disse Padilha.

    Na segunda etapa da campanha, que será iniciada a partir do dia 18, serão imunizadas mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias e pessoas com doenças crônicas. A meta da ação é vacinar 80% do público-alvo da campanha, cerca de 3,2 milhões de pessoas em toda a capital paulista. Em 2015, a cobertura vacinal foi de 81,72% desse público. “Criamos uma sala de situação na secretaria para acompanhar situações que possam acontecer na cidade, para que a gente possa ter um dia positivo e garanta que o público mais vulnerável possa ser vacinado”, afirmou o secretário.

    Apesar da alta de casos da Influenza A H1N1, São Paulo ainda está distante dos dados registrados em 2009, com 13.870 casos de SRAG notificados e 148 óbitos, além de 1.965 casos de Influenza A H1N1 com 130 mortes. “Nós não estamos e não deveremos estar no mesmo patamar que foi o de 2008 e 2009, que foi quando classificado como pandemia e o de maior número de circulação de casos. São várias as diferenças. Não tem mutação no vírus H1N1 nessa versão nova, naquele período não se tinha muito claro o papel do Oseltamivir como um medicamento importante para reduzir casos graves e óbitos. Não tínhamos a vacina adequada, testada e que tivesse a redução. Não temos como a expectativa a reedição daquele período”, disse Padilha.

Atendimento

    Para atender a demanda de pessoas acometidas pela gripe, a Prefeitura está adotando novos procedimentos, com ampliação dos quadros de atendimento. Desde a semana passada, a Secretaria Municipal da Saúde autorizou as Organizações Sociais que administram os equipamentos a contratarem mais médicos para os quadros em outras formatações, como pessoas jurídicas, e além disso, constituírem um banco de reserva de médicos para substituir ausentes entre as unidades.

    Além dos médicos, a rede municipal está reforçando as equipes de enfermeiros e adotará, até o fim de maio, o acolhimento e classificação de risco, para que os pacientes sejam atendidos em ordem de gravidade. No caso da gripe, os pacientes seriam classificados na cor verde, de menos gravidade, mas teriam tratamento diferenciado para não transmitir a doença a outros usuários das unidades.

    Atualmente, a rede municipal conta com 453 UBSs, 100 AMAs 12 horas, 19 AMAs 24 horas, 18 hospitais municipais, 16 prontos atendimento e socorro, além de duas novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas.

Medicamento

    Enquanto, em todo o ano de 2015, foram distribuídas 64.959 cápsulas do Oseltamivir, medicamento que trata a Influenza A H1N1, somente de 1º de janeiro a 2 de abril, foram 186.359 cápsulas entregues aos pacientes. Durante todo o ano de 2014, foram 153.757. Neste ano, somente entre 29 de março e 4 de abril, foram 109.490 unidades do medicamento.

    Por conta do aumento da procura, a distribuição do Oseltamivir ganhou novas regras para garantir que não haja uso desnecessário e que todos os que precisam tenham garantia do medicamento. A receita deverá estar com letra legível e constar o número CID da complicação que justifique o uso do medicamento. As receitas de oseltamivir terão validade de cinco dias após sua emissão. O medicamento será dado ao paciente, mesmo quando a receita trouxer concentração menor que 75mg, sendo o paciente orientado quanto à diluição. Também passarão a ser aceitas prescrições com nome comercial do medicamento – Tamiflu.

    “Não é todo o resfriado que é H1N1 nem toda a gripe que tem indicação de receber o Oseltamivir. É muito importante desenvolvermos uma orientação sobre a importância do uso responsável do medicamento. Utilizar o Oseltamivir onde não tem indicação para utiliza-lo pode gerar eventos adversos em quem não precisava tomar e resistência do H1N1 a esse tipo de medicação”, afirmou Padilha.

    Fonte:  Prefeitura de São Paulo

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